Mostrando postagens com marcador mensagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mensagem. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de dezembro de 2012

Esperando a Jesus com alegria, gratidão, confiança e guardados pela Paz de Deus!

Mensagem para o 3º domingo de Advento
Texto: Fp 4.4-9

Introdução


A palavra de Deus para nós hoje quer nos ajudar a vivermos como cristãos que aguardam o retorno de Cristo, a partir de uma perspectiva positiva, alegre e livre. Ela faz com que olhemos para frente e creiamos que Jesus Cristo prometeu voltar em breve. Nessa questão, porém, nós luteranos talvez devêssemos ser mais “adventistas”, pois as promessas bíblicas de fato atestam o retorno próximo do nosso Salvador.

Achava interessante uma situação que via diariamente durante o tempo que a minha esposa trabalhou numa cidade distante 90Km de onde morávamos. Às 6h da manhã, passávamos em frente a uma igreja Adventista que ficava a caminho da rodoviária, e lá no interior do templo dava para ver um casal em oração. Eles passavam a noite em vigília, certamente atendendo à admoestação de Jesus quanto ao “vigiar e orar”.

Não quero ser moralista com vocês, até porque nunca perdi noites de sono para ficar vigiando em oração. No entanto, a Bíblia nos diz que o Dia do Senhor virá como um ladrão. Certamente Deus não quer nos amedrontar com essa verdade, mas sim fazer com que esperemos Jesus como filhos perdoados pelo sangue do Cordeiro de forma alegre, agradecida, sem ansiedade e guardados pela paz de Deus.

1. Esperando a Jesus com alegria

A primeira dica que Deus nos dá através de Paulo é vivermos a espera de Cristo com alegria. Ele diz: “tenham sempre alegria... repito: tenham alegria” (v.4). Alegria, sem dúvida, é um sentimento buscado por todo ser humano. Ela se manifesta de vários modos, em muitas situações. Ficamos alegres no começo de um namoro, quando nasce o filho, quando começamos num novo emprego, no nosso aniversário, e assim por diante. No entanto, a alegria da qual Paulo trata aqui é diferente. Ela é capaz de acontecer até mesmo em meio a dificuldades e provações. Isso porque ele diz que essa alegria é fruto da união com o Senhor. Ou seja, está baseada nele, naquilo que ele fez por nós.

É interessante notar que o apóstolo Paulo, quando escreveu esta carta, estava na prisão, provavelmente em Roma. Ao longo dos seus quatros capítulos, ele fala dezesseis vezes sobre alegria. Mas como pode alguém, numa situação horrível de prisão, falar em alegria? Certamente porque ele não estava falando de algo que vinha dele próprio, mas que vinha de Deus.

Essa alegria vem dAquele que morreu e ressuscitou em nosso favor. Se você um dia experimentou o perdão de Cristo na sua vida, sabe do que estou falando. O sentimento de alívio e paz que recebemos não tem preço. Nada pior do que sentir o peso do pecado em nossa vida. No entanto, nada melhor do que sentir o perdão desse pecado no coração. Dessa alegria que me refiro. É um verdadeiro alívio! É a alegria do Espírito Santo que habita em nós e opera maravilhas em nossas vidas.

Outro ponto que distingue essa alegria, é que ela, diferente de tantas outras, é espalhada para os outros. Isto é, não guardamos essa alegria somente para nós, nossos amigos e familiares, mas fazemos questão de espalha-la para as demais pessoas a nossa volta. Por isso o apóstolo acrescenta na sequência: “sejam amáveis com todos. O Senhor virá logo” (v.5).

Ser amável é sinônimo de moderação, clemência, brandura, paciência, humildade, equidade, mansidão. É aquela qualidade que o cristão procura tornar evidente diante de todas as pessoas, porque procede da alegria da fé, do conhecimento de que ele é aceito junto a Deus. Por isso ele procura mostrar este sentimento diante de todas as pessoas, porque é uma atitude que tende a ganhar outras pessoas para Deus.

Isso mesmo, ganhar outras pessoas para Deus é a ideia. Queremos que outras pessoas sintam a alegria que sentimos por confiarmos em Jesus. O que nos motiva a vivermos assim é a lembrança de que Cristo está pertinho, que o Seu Advento está por acontecer. Ele deseja livrar seus fiéis de todo mal, pois em breve eles estarão para sempre com o Senhor. Então todas as aflições, ansiedades, preocupações e tribulações desta vida estarão no passado. Em vista desta perspectiva, perseveramos com esperança e amor, mesmo que tenhamos desavenças e lutas terrenas.

2. Esperando Jesus, entregando nossas ansiedades a Deus

No entanto, sabemos o quanto essas lutas são um desafio para a nossa fé. Sem dúvida, o diabo se aproveita delas para nos tentar e fazer com que desistamos. Mas, graças a Deus, podemos contar com sua presença em nossas vidas. Por meio da sua Palavra, Batismo e Santa Ceia, Deus vem a nós com grande consolo e poder. Além disso, temos o privilégio da oração, que é fruto da comunhão alegre com Cristo, onde podemos entregar a Deus nossas preocupações e ansiedades. Diz o apóstolo Paulo: “Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido” (v.5a).

Por isso, diante das ansiedades malucas da nossa vida, quando perdemos noites de sono, comemos quase nada, ou quase tudo, acabando com as unhas de nossas mãos, enrolando o cabelo sem parar e tantos outros comportamentos estranhos, podemos entregar a Deus tudo que estamos vivendo. Jesus disse que Deus cuida de nós com mais atenção do que cuida das suas demais criaturas, como os passarinhos, por exemplo.
Toda ansiedade revela que estamos confiando em nós mesmos. Portanto, vamos seguir a dica que Paulo e Jesus nos dão para acabarmos com nossas ansiedades. Vamos entregar nas mãos de Deus tudo que se passa em nossa vida. Oremos e confiemos na graça e proteção de Deus. Não vamos achar que nossas preocupações são insignificantes para Deus. Talvez pensemos que Deus esteja mais preocupado com a fome na África ou com as guerras do oriente médio. Irmãos, Deus se preocupa tanto com o povo da África e do Oriente quanto com cada um de nós, em nossos problemas e dificuldades. Levemos tudo para Deus. Ele considerará tudo que é importante para os seus filhos e para a sua Igreja. Expressando confiança nas promessas de Deus, e reconhecendo Suas bênçãos com ação de graças, estaremos esperando a Jesus sem ansiedade.

3. Esperando a Jesus, guardados pela Paz de Deus.

Todavia, para esperar Jesus com alegria, gratidão e sem ansiedade, Deus precisa agir em nós. Essas qualidades são dons que não podem ser obtidos por nós. Ora, se não podem surgir por nós mesmos também não poderão ser conservados pelo nosso próprio poder. É por isso que o apóstolo declara: “E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus” (v.7).

A paz de Deus nos capacita a fazermos o que não somos capazes de realizar por nossa própria razão e força. Ela conserva nossos corações confiantes na presença de Jesus pela palavra, batismo e Santa Ceia, e a certeza de que Deus estará sempre conosco. É a presença de Deus na nossa vida que nos ajuda a sermos crentes alegres, agradecidos e sem ansiedade.

Isso porque a paz que vem de Deus é consequência da salvação que ele realizou por meio de Jesus. Já não existe mais qualquer parede de inimizade que nos separa de Deus. Agora temos verdadeira paz com o Pai. Se tivermos real noção do valor dessa paz, perceberemos que ela nos move e dirige em todas as nossas relações com as pessoas, e é ela que conserva nossos corações atentos e vigilantes para a volta de Cristo. Pois esta paz de Deus vai além de toda compreensão. Ela não somente é maravilhosa demais para todo entendimento e compreensão das pessoas, mas ela é mais forte do que todo o entendimento das pessoas. O que a mente, a razão e o entendimento humanos não podem fazer, a paz de Deus facilmente pode realizar.

Conclusão

Por isso, debaixo da paz de Deus, teremos nossos corações e mentes protegidos. O pecado e o Diabo que tanto nos assediam, nos gerando preocupações e ansiedades, vão encontrar nossas vidas sob a proteção de Cristo, que cumpriu sua obra de salvação por todos nós e liquidou com nossos inimigos. Quer alegria, alívio e paz maior do que isso?! Desse jeito, é prazeroso aguardar o Salvador Jesus. Amém.

Pr. Otávio Augusto Schlender.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

sábado, 7 de abril de 2012

Páscoa - Creio na ressurreição do corpo!

          Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje: Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal, Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão.

          Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna.
          Mas a Bíblia Sagrada ensina diferente. Os primeiros cristãos sabiam que o corpo seria preservado para a vida eterna, pois não somente a alma, mas também o corpo é parte essencial do que somos.
          Os gregos falavam da vida eterna em termos de imortalidade da alma; os judeus e os primeiros cristãos falavam da vida eterna em termos de ressurreição do corpo, comenta Paulo Brabo. O ser humano é indissociável do corpo. Não é correto dizer que temos um corpo, pois na verdade, somos um corpo. A morte física não é, portanto, a oportunidade de nos livrarmos da prisão do corpo, pois é na ressurreição que é redimido e encontra finalmente sua plenitude. Paulo, apóstolo, ensina que, na ressurreição do corpo, o que é mortal é revestido de imortalidade, e o que é corruptível é revestido de incorruptibilidade. A esperança cristã é claríssima: a morte não implica a reencarnação, nem tampouco a dissolução do corpo (e do espírito e da alma) no todo etéreo imaterial. A morte não é a última palavra, pois vivemos na esperança da ressurreição: Se esperamos em Cristo apenas nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens, disse o apóstolo Paulo.
          Não deve causar espanto, portanto, o fato de Jesus ter dado tanta importância ao corpo. Seus milagres se concentraram na restauração do corpo. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Primeiro como denúncia profética da condição humana que resulta da rejeição a Deus. As curas de Jesus são de fato uma dramatização exterior da restauração da identidade humana. A sabedoria judaica diz que a idolatria é um caminho de desumanização: os ídolos têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem; pés, mas não andam. O poeta bíblico diz que todos os que adoram ídolos acabam se tornando iguais a eles, isto é, desumanizados, coisificados, sem vida. Paulo, apóstolo, diz que o que nos confere identidade humana é o sopro divino, e que, uma vez que trocamos a glória do Criador pela glória das criaturas – ídolos, perdemos nossa identidade humana. Quando Jesus cura um cego, um homem mudo, um aleijado ou um leproso, está não apenas mostrando o que nos tornamos, como também e principalmente mostrando o que podemos e devemos nos tornar quando redimidos e reconciliados com Deus.
          As curas físicas operadas por Jesus apontam também para o fato de que a redenção é essencialmente o resgate da plena identidade humana, o que necessariamente implica a redenção também do corpo. Isso não significa, como entendiam os gregos, que, ao realizar curas físicas, Jesus se rebaixou aos cuidados do corpo. Muito ao contrário, ao curar o corpo Jesus aponta exatamente a elevação do corpo como imprescindível constituinte da verdadeira, ou integral, identidade do que se pode chamar humano.
          Não é pouco, portanto, celebrar a Páscoa como festa da ressurreição. Os cristãos, em todos os tempos, afirmam algo singular: cremos que Deus se fez carne; cremos que padeceu, morreu e ressuscitou em carne; cremos na ressurreição do corpo.
          Celebrar a Páscoa como ressurreição de Jesus é afirmar a vida em sua plenitude e o ser humano em sua totalidade. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar o corpo como sagrado. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar a esperança da vida eterna!
Ed René Kivitz

segunda-feira, 12 de março de 2012

Máscaras...

          Este é o vídeo que inspirou a ilustração da mensagem do culto deste domingo, 11/03. Para ativar a legenda, basta clicar no botão "CC", na barra de funções do vídeo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A Cruz proibida...

          Curiosa, para dizer o mínimo, essa decisão da Justiça do RS em tirar os crucifixos de algumas repartições públicas, acatando pedido de uma minoria fundamentalista (a julgar pelo uso que se faz deste termo contra cristãos e outros grupos, parece que aqui se encaixa também). O que mais preocupa não é o fato em si, que poderia ser considerado pequeno, mas pela ideologia subjacente e pelo que prenuncia. E, é claro, o gritante descaso com a história e a cultura brasileira.

          Preocupa também que a perseguição aos cristãos, em alguns países já aberta e violenta, começa a chegar também ao nosso. E ficamos nos perguntando, qual seria o próximo passo em nome do 'estado laico'? Mudar o nome das cidades com referências cristãs? Fechar o Hospital Santa Rita? Tirar a estátua da deusa Têmis da frente do Palácio de Justiça do RS? Impedir que o encontro de duas ruas seja chamado de “cruzamento” ou “encruzilhada”?


          Mesmo assim, percebe-se, nesta história, um grande aspecto positivo: o significante ainda possui seu significado.

          Contrariando a lógica anti-logocêntrica, onde se constrói o significado a partir do significante e não o contrário, concluímos que a cruz e seu significado continuam bem claros e vívidos. Do contrário, em vez de retirada, ela poderia ter sido apenas ressignificada. Aquele homem de braços abertos poderia representar o trabalhador sofrido na luta contra o monstro do capitalismo. Ou então o que se sente discriminado em sua luta, até mesmo sendo ‘crucificado” para impor sua vontade pela lei, uma espécie de ditadura da minoria. E outras polissemias. Apesar de haver distorções - pois alguns vêem a religião cristã apenas como um conjunto de leis morais -, a cruz, o significante, continua ancorada em seu significado cristão e em princípios que permanecem imutáveis.

          Jesus Cristo já nos preveniu de que precisaríamos tomar nossa cruz para o seguir. Portanto, a cruz é retirada das paredes, mas permanece sobre nossos ombros. Apesar de que, para quem tem fé, ela não parece tão pesada assim. Ao contrário, é carregada com a alegria de poder viver amparado por um Salvador cujos princípios são pioneiros na luta por igualdade, justiça, respeito, ainda que na prática existam erros. O fato é que os cristãos seguem firmes, enfrentando as milícias legalistas da "cristianofobia" com o que Jesus mais pregou: tolerância, amor e firmeza no que se crê.

          Pois os significantes até podem ser retirados da parede. Mas o significado, este sempre permanecerá na vida.
          E no coração. 

Pastor Lucas André Albrecht
Capelão geral da Universidade Luterana do Brasil - ULBRA

sexta-feira, 2 de março de 2012

Reflexão: Um delírio...

          O britânico Richard Dawkins, famoso por suas idéias ateístas e livros como “Deus, um delírio”, finalmente exerceu o verdadeiro raciocínio científico sobre o tema. Em um debate com o arcebispo de Canterbury, líder anglicano, Dr. Rowan Williams, na universidade de Oxford, admitiu que não pode ter certeza de que Ele não existe. Mencionou o “espectro de 7 pontos da escala teísta”, onde 1 seria a certeza completa e perfeita de que Deus existe, e 7, a completa certeza de que ele não existe. Dawkins disse que sua posição na tabela seria 6,9. (No mesmo debate, ainda passou por um constrangimento. Após afirmar que muitos cristãos não sabem nem o nome do primeiro livro da Bíblia, não conseguiu, perguntado por Williams, dizer o nome completo de “A origem das espécies”, de Darwin.)
          Nas palavras do ex-ateu, agora agnóstico, Dawkins, “nenhum cientista poderia saber com convicção absoluta que qualquer coisa não exista, seja Deus ou qualquer outra coisa”. Isto é raciocínio científico. E, por isto, ganha mais respeito, ao menos de minha parte. A verdadeira ciência não nega o que não pode comprovar. Sempre há espaço para novas investigações
          No entanto, ao menos em uma coisa temos que concordar com o livro de Dawkins: o titulo. Deus, um delírio. Pois que outra explicação pode haver para o que Ele fez e faz pelo ser humano? Alguém que deixa a gloria para entrar na existência, indo ao encontro de quem o rejeitava. Para sofrer, em uma escala de 1 a 7, o nível 8 ou acima. Dar sua própria vida por quem o matou. Estar presente todos os dias, sem nunca se cansar. A origem desta espécie de amor é única, o coração de Deus. Amor que, numa escala... Bem, como medir um amor infinito?
         De 1 a 7, Dawkins diz estar em 6,9. Aí estávamos também todos nós, antes de recebermos o presente da fé. Mas neste 0.1, que parece tão pouco para o ser humano, se esconde este infinito e incomparável amor. Quer dizer, não se esconde. Ele tem rosto e nome: Jesus.
          E isto muda tudo. Começando por nos mostrar que não somos mera espécie com alguma origem. Somos filhos com uma origem especial, que usam razão e inteligência no expoente máximo alcançável, enquanto, sem medo, mantém a fé como essência do viver.
          Um delírio, sem dúvida, para a mente sozinha. Mas algo lógico, claro e seguro quando está acompanhada pelo coração.

Rev. Lucas Albrecht
pastor luterano, capelão geral da ULBRA

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Momo e Jesus

          “Vem pra ser feliz. Eu tô no ar, tô Globeleza. Eu tô que tô legal...”. Esta musiquinha com imagens de uma mulher nua sambando se ouviu bastante nos últimos dias. Mas será que o convite para ser feliz desse jeito faz a pessoa ficar legal? As contas no final da festa mais popular mostram que não – a maioria não está bem quando tudo volta à realidade. A prova está nos acidentes de trânsito, ressaca do álcool, brigas, violência, assassinatos, doenças sexuais, gravidez indesejada, crises no casamento e na família. A tela do plim-plim deveria ressarcir todos os que aceitaram o convite e tiveram prejuízo. Se bem que o rei Momo nunca escondeu os princípios do seu reino. Conforme a mitologia grega, ele foi expulso da terra dos deuses e se tornou príncipe dos loucos entre os humanos com uma missão: zombar. Em outras palavras, o Momo veio para fazer bulling
          No meio desta loucura começou a Quaresma – festa sem brilho popular que lembra o Deus que desceu voluntariamente do céu e veio não para zombar dos humanos, mas para ser zombado e restaurar a legítima glória. Se o Momo é o rei dos loucos, diz a Bíblia que Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo, mas para os que estão sendo salvos, é poder de Deus. Na verdade, o Filho de Deus é o único espetáculo que merece estar na avenida. E os seguidores dele têm motivos de sobra para pular de alegria e aceitar o convite: Louvem o Senhor com pandeiros e danças (Salmo 150.4).
          Mas antes da alegria vêm as cinzas e este tempo da Quaresma. No Carnaval é o contrário, primeiro a alegria depois a tristeza. “Cinzas” apontam para a brevidade das glórias terrenas, e simbolizam arrependimento e mudança de vida conforme a vontade de Deus. Assim, Quaresma é a oportunidade para trocar de rei – do Momo para Jesus, pois felizes são os que não se juntam com os que zombam do que é sagrado (Salmo 1).

Rev. Marcos Schmidt
pastor luterano em Novo Hamburgo-RS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O julgamento de Lindemberg

   

          O foco das notícias da semana tem sido o julgamento de Lindemberg Alves. Esse rapaz de 25 anos é acusado de matar a ex-namorada, de 15 anos, em 2008. Nessa última segunda e terça-feira, Lindemberg foi a Júri Popular. Assim, os sete jurados estão decidindo o futuro desse jovem.
            Você já participou de algum julgamento? Foi réu, vítima, defensor ou mera plateia? Você já cometeu algum crime ou burlou alguma lei de nossa constituição?
            Já que o foco da semana é “julgamento”, devemos lembrar que todos nós seremos julgados um dia. O julgamento que vos falo é o “Julgamento divino”. O Apóstolo Paulo diz: “naquele dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgará os pensamentos secretos de todas as pessoas.” Rm 2.16

      Você está preparado para esse julgamento? Irás de consciência tranquila? É bom lembrar que seremos julgados de acordo com a lei de Deus e não a lei humana e, ainda mais, seremos julgados pelo próprio Deus e não por tribunais humanos que podem ser injustos. João disse a respeito de Deus: “Os teus julgamentos são, de fato, verdadeiros e justos!” Ap16.7
            Se colocarmos a vida diante da lei de Deus, o resultado é óbvio: seremos condenados. O veredito do julgamento final já foi dado: “Não há justo, nem um sequer.” (Rm 3.10) A pena a ser cumprida também já foi decretada: “O salário do pecado é a morte.” (Rm 6.23) Isso significa: “Pena de Morte”.


            Há uma forma de você sobreviver ao tribunal divino. Tudo depende do advogado. Existe um Advogado que não só dá discursos em tua defesa, mas ele cumpre a pena por ti. Se quiseres a indicação dEle, seu nome é Jesus Cristo. Basta crer nele, e ele cumprirá a pena em teu lugar. Na verdade a pena já foi cumprida quando Ele morreu na cruz para te salvar. João diz: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” 1 João 2:1
            O Apóstolo Paulo diz: “somos justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus.” (Rm 3.24) Justificar significa tornar justo diante do tribunal. Foi isso que Jesus fez. Ele assumiu a nossa culpa e nos tornou justos. Não por nosso merecimento, mas por sua graça.

            Se crermos em Jesus Cristo, estamos completamente preparados para o dia do julgamento. Através dEle não morreremos, mas sim, viveremos eternamente. Somos justificados (declarados inocentes) completamente pela fé. Amém.


Epifania: tempo de revelar a Boa Notícia!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Musical de Natal - São Bernardo do Campo

          Assista ao 10º Musical de Natal, que foi transmitido ao vivo direto da Igreja Luterana de São Bernardo do Campo-SP. A versão gravada está aqui para você ver quando e onde quiser.


Watch live streaming video from ielbcasteloforte at livestream.com

domingo, 27 de novembro de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Gratidão... pela recuperação do Rev. Erno Kufeld

          Canção do Rev. Erno Kufeld, pastor da Igreja Luterana (IELB). O pastor Erno enfrentou a leucemia e, após bem sucedido transplante de medula, compôs uma canção de gratidão a Deus por sua recuperação. Ouça e agradeça a Deus com ele por todas as bênçãos de Deus.