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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Conheça o processo de tradução da Bíblia

          Em outubro, a Igreja Luterana da Baixada Santista, com o apoio do MOFIC-Baixada Santista, realizará um grande evento em comemoração à Reforma Protestante. A Bíblia será o grande tema. Por isso, estamos divulgando notícias sobre a Bíblia no Brasil. Assista ao vídeo sobre como é feita a tradução da Palavra de Deus!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Oração da Mesa


          Vem, Senhor, Jesus, 
          Sê o nosso convidado. 
          E tudo o que nos dás
          Nos seja abençoado.

          A Oração da Mesa é familiar e conhecida, mas o que ela realmente quer dizer?
          Os cristãos luteranos têm uma oração que costumam chamar de “Oração da Mesa”. É uma pequena e bonita oração. Ela é pronunciada em um jantar em casa, antes dos “comes e bebes” na igreja e nos mais diferentes tipos de encontros. Na verdade, muitos cresceram tão acostumados à oração que ela por vezes parece aconchegante e pitoresca, ou seja, apenas mais uma decoração em nossa casa. Oramos para dar graças por nosso alimento pouco percebendo tudo o que contém na oração.

Vem, Senhor Jesus. Quando nós oramos estas palavras antes das refeições, juntamos nossas vozes com a do apóstolo João, que orou estas mesmas três palavras perto do fim do livro de Apocalipse: “Vem, Senhor Jesus” (Ap. 20.21). Jesus irá voltar no Último Dia. Nós aguardamos e oramos por este dia, quando Ele aparecerá novamente com seu corpo ressuscitado. Nós O veremos face-a-face e Ele nos levará para passar a eternidade com Ele e com o Pai e com o Espírito Santo.
          “Vem, Senhor Jesus”, nós oramos. Este não é um simples convite para Jesus aparecer na refeição que estamos desfrutando. Na verdade, isso lança a refeição que estamos comendo na luz da eternidade. “Vem, Senhor Jesus” é o grito da Igreja para que nosso Senhor Jesus venha a nós em sua graça, misericórdia e amor. É o grito da Igreja para que nosso Senhor Jesus venha e endireite nossa natureza humana, tão infectada pelo pecado. É o grito da Igreja para que nosso Senhor Jesus venha e nos chame à ceia das bodas do Cordeiro, que não terá fim (Ap. 19.9). “Vem, Senhor Jesus” nós oramos, porque sem Ele nossas vidas, nosso futuro e a comida que comemos são todos inseguros e sem sentido, sem significado.

Ser nosso convidado. Nós nos colocamos em ótima companhia pedindo que Jesus seja nosso convidado. Quando Jesus Se convidou à casa de Zaqueu, este O recebeu com muita alegria, tanto que as pessoas resmungavam, “Este homem foi se hospedar na casa de um pecador” (Lucas 19.7). Os dois discípulos na estrada para Emaús insistiam à Jesus, “Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando” (Lucas 24.29). Quando convidamos Jesus para ser nosso convidado, é simplesmente a resposta de fé.
          Nós pedimos que Ele seja nosso convidado porque sabemos que Ele – junto com o Pai e o Espírito Santo – nos forneceu comida e bebida e tudo o mais que precisamos para sustentar este corpo e vida. Pedimos que Ele seja nosso convidado porque queremos que Ele diga sobre nós o que ele disse sobre Zaqueu: “Hoje a salvação entrou nesta casa” (Lucas 19.9). Pedimos que Ele seja nosso convidado porque nós queremos lembrar tudo o que Ele fez por nós. Não é tão diferente de orar “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, que é orar para que recebamos nosso pão diário com gratidão. “Ser nosso convidado”, nós pedimos ao nosso Senhor Jesus, porque o Espírito Santo nos ensinou que Jesus traz salvação à casa que O recebe em fé.

Tudo o que nos dás seja abençoado. O que recebemos de Deus para pedir que Ele abençoe? É tudo o que está em nossa mesa – uma tigela de purê de batatas, o prato de espaguete, a pequena porção de feijão. Quer seja a alimentação rica ou pobre, abundante ou escassa, ela é um presente de Deus, e queremos que nosso Salvador a abençoe. Como está escrito em Hebreus, “Deus abençoa a terra que recebe a chuva, a qual muitas vezes cai sobre ela e produz plantas úteis para aqueles que trabalham nela” (Hebreus 6.7).
          Tudo o que nosso Senhor abençoa alcança o propósito que Ele deu. Quando nosso Senhor abençoa a comida em nossas mesas, ela cumpre o seu papel. A comida alimenta e nutre nossos corpos para que possamos louvar a Deus e servir ao nosso próximo.
          Isto acontece toda vez que Jesus abençoa o pão no Novo Testamento. Mateus escreve  sobre uma grande multidão que seguiu Jesus. A noite chegava, as pessoas estavam com fome e não havia comida o suficiente para alimentar a todos eles, mas um garoto tinha cinco pães e dois peixes. Então Jesus “mandou o povo sentar-se na grama. Depois pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Partiu os pães, entregou-os aos discípulos, e estes distribuíram ao povo. Todos comeram e ficaram satisfeitos” (Mateus 14.19-20). Nosso Senhor abençoou o pão, e o pão alimentou a todos, mesmo tendo tão pouco. Nosso Senhor abençoa os presentes que Ele colocou em nossas mesas, e estes presentes nos alimentam. Tendo recebido de nosso Senhor o presente da comida, retornamos às atividades da vida nutridos e preparados para servir aqueles que estão a nossa volta.
          “Vem, Senhor Jesus”, nós gritamos na Igreja, aguardando nosso Senhor retornar em glória e endireitar a nós e a este mundo pecaminoso. “Ser nosso convidado”, nós pedimos a Ele, sabendo que a casa que recebe Jesus em fé recebe salvação por meio dEle. “Tudo que nos dás seja abençoado”, nós oramos, confiando que a comida em nossa mesa será suficiente para nos nutrir de modo que possamos fazer o trabalho que o Senhor nos deu neste mundo. É uma oração tão simples, mas mesmo assim ela dá voz a tantos anseios que nossa fé produz em nós. Esperamos que Jesus venha novamente, esperamos pela salvação que Ele traz e esperamos ser nutridos para executar o trabalho que Ele nos dá. Que maneira melhor teria para encerrar a oração do que aquela palavra bíblica final: Amém.

Autor: David W. Loy. Pastor na comunidade Sião, Missouri, Estados Unidos.
Traduzido por Carlos Augusto Müller Junior
Publicado na revista The Lutheran Witness (A Testemunha Luterana) de junho/julho de 2011.

domingo, 24 de abril de 2011

Especial de Páscoa reprisado na ULBRA TV

Confira o programa especial de Páscoa, reprisado neste dia 24/04, na ULBRA TV.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mulheres e o tratamento de beleza

        
        No sábado, 2 de outubro, as mulheres luteranas de São Vicente tiveram o seu encontro na igreja. Desta vez foi uma das integrantes do grupo (Cristiane Weide) quem dirigiu o momento de estudo e partilha do tema: "Tratamento de Beleza para as Mulheres". O texto aproveita o universo feminino e traz verdades bíblicas que dizem respeito à vida da mulher cristã. Participaram 11 pessoas deste momento que, além do tema, teve também oração e louvor.
        Já que desta vez as mulheres cuidaram da sua beleza interna... para o próximo encontro serão planejadas atividades para o embelezamento externo. Aguarde!
        Abaixo, segue o texto para que aquelas que não puderam estar presentes também tirem o seu proveito.





TRATAMENTO DE BELEZA PARA AS MULHERES

Qual mulher que não se preocupa com a beleza? Ficamos belas para nossos maridos, namorados, pra nós mesmas e até para outras mulheres, sabendo que elas vão nos observar. Querer ser bela é inerente à feminilidade. Não gostamos de envelhecer porque acreditamos que é na juventude que está o ponto alto da beleza. Mas será mesmo?
Nestes dias em que a mulher anda reinando não apenas no lar, mas se projeta no cenário público, é bom que esteja apta para reinar com toda a sua exuberância. Na Bíblia, a rainha Ester foi a mulher que impressionou pela sua beleza, não apenas ao rei, mas ao guarda das mulheres e a todos que a cercavam (Ester 2). A beleza de Ester não era superficial. Deus fez tudo belo e admirou-se de Sua criação.  Nós somos obra-prima de Deus, mas nem por isso deixemos de nos cuidar e preservar, tanto exteriormente (quem não gosta de ir ao salão e fazer cabelo e unha?) como interiormente. Não adianta nada cuidarmos apenas da “casca” se lá dentro nosso coração não está bem. A receita para este tratamento começa com:

LIMPEZA INTERIOR – No coração (Pv 4.20-27).
É bom que tratemos das manchas, cicatrizes de amargura, frustrações e toda a sujeira que esteja poluindo a alma. Jesus adverte que o mal vem de dentro - (Mc 7.14-23) e Jeremias fala dos enganos do coração (Jr 17.9), por isso faz-se necessário permitir um trabalho profundo do Espírito Santo para a remoção de tudo que possa comprometer a beleza da mulher cristã. Vamos ler o Salmo 139.23-24  e deixar que nos conduza à confissão e quebrantamento pela ação do Espírito.

VIVER O REJUVENESCIMENTO - A mente exerce um grande poder sobre nós. Somos, realmente, aquilo que pensamos - belas ou feias, novas ou velhas. Paulo fala em transformação pela renovação da mente (Rm 12.2). Faz mais efeito que as operações plásticas que concertam ou pioram apenas o que é exterior. Encher a mente de pensamentos positivos (Fp 4.8) e preenchê-la com a Palavra de Deus (Cl 3.15). Aí se encontra o verdadeiro segredo da força da juventude.

ÓLEO PARA A CABEÇA - O óleo da união derramado sobre a cabeça de Arão (Sl 133) que nos leva a amar as pessoas, aceitá-las como são. Óleo que edifica os relacionamentos, fluindo como ingredientes para uma convivência saudável.
 
BATOM PARA OS LÁBIOS - É o louvor. 
O Salmo 34.1 nos recomenda a usá-lo constantemente. Evitemos palavras ruins, negativas ou hábitos da murmuração. Enfeitar os lábios com palavras de louvor, de conforto, que levanta os abatidos e glorifica ao nosso Rei               (Sl 19.14).

MAQUIAGEM - Não há processo mais eficaz para embelezar a face do que a alegria. "O coração alegre embeleza o rosto..." (Pv 15.13).

BRILHO - O tempo que passamos com Deus dá brilho à vida. Que o diga Moisés, que após falar face a face com Deus no monte, desceu com o rosto brilhando (Ex 34.29).
 "Para ser bela pare um minuto diante do espelho, cinco minutos diante da sua alma e quinze minutos diante de Deus" - Michel Quoist. (sacerdote Francês que morreu em 1997).

CREME PARA AS MÃOS - (Ec 9.10 e Pv 31.20) Mãos adornadas com o serviço ao próximo. Mãos que trabalham, mãos que constroem, mãos que ajudam, mãos que sustentam os debilitados.


CALÇADOS PARA OS PÉS - (Pv 4.26-27) - Pés que andam por caminhos direitos (Is 52.7) - Pés formosos que levam boas notícias, as boas novas da salvação.





TRAJE - Alta costura do Atelier do Senhor - (1Pe 3.3-4) apresenta o traje do espírito manso e suave. Qualidade de saber esperar com paciência em Deus, não se fadigar com o que não depende de você para acontecer! Esse pode ser um bom testemunho para levar sua família para Cristo.

ETIQUETA SOCIAL - Aulas de etiqueta social não podem faltar ao tratamento de beleza, pois completam o trabalho realizado. Define-se apenas numa palavra: AMOR. Sem ele nada tem valor. E com ele é possível nos apresentarmos com nobreza em qualquer ambiente. (1 Co 13.5) " O amor comporta-se bem e não busca vantagens próprias".
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Preocupemo-nos com a nossa aparência sempre! Isso é bom aos olhos de quem queremos agradar, mas não esqueçamos que isso não é tudo. Podemos usar a melhor maquiagem, a melhor roupa, freqüentar os melhores salões de beleza, mas se nossa alma está ferida, nosso coração triste, nossas atitudes e temperamentos não estão guiados por Cristo, seremos as mulheres mais horrorosas do mundo! Que Deus nos proporcione oportunidades para viver a beleza de Cristo em todo o seu esplendor.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COMISSÃO DE CULTO E ALTAR – ESTUDO 2

Introdução
            No primeiro estudo sobre o assunto, aprendemos que uma comissão de culto e altar só tem sentido de existir porque queremos, cada vez mais, tornar o nosso culto e o seu ambiente agradáveis para aqueles que participam, oferecendo o que temos de melhor para o nosso Deus, até mesmo do ponto de vista da organização. É no culto que Deus nos serve com seu Evangelho, poder de Deus para que sejamos salvos. É no culto que recebemos a comunhão da Santa Ceia. A comissão de culto e altar tem a tarefa de zelar para que o cenário onde tudo isto acontece seja um local digno e propício para a ação de Deus por meio de Palavra e Sacramentos. Aprendemos também que as exterioridades no culto não são essenciais, mas são importantes, visto que doutrina e fé se expressam através de coisas exteriores.
            Vamos partir agora para alguns aspectos mais práticos sobre o trabalho de uma comissão de culto e altar. Para que desempenhemos bem este trabalho é fundamental que conheçamos os significados das coisas que são utilizadas no culto.
Três centros principais
            Em situações normais, as Igrejas Luteranas preservam visíveis em seus locais de culto os três meios pelos quais Deus nos oferece perdão, vida e salvação: Palavra, Batismo e Santa Ceia. O púlpito é o centro da Palavra no culto. A pia batismal é o centro do Batismo. A mesa do altar é o centro da Santa Ceia. Seria interessante planejar a disposição da mobília de maneira a destacar e valorizar estes três centros, pois são uma pequena aula de doutrina e verdades bíblicas expressa nos móveis utilizados no culto.
O Ano da Igreja e os paramentos
            São chamadas de paramentos as toalhas coloridas que são colocadas sobre o altar e o púlpito. O ano da Igreja está relacionado a uma série pré-determinada de leituras bíblicas que busca contemplar, resumidamente, todo o plano da salvação. Está dividido em duas grandes partes: o ciclo do Natal e o ciclo de Páscoa. Ambos se constroem da mesma maneira: começam com uma época de preparação, chegam ao clímax com a celebração da festa central e das que com ela se relacionam, e terminam com um período de extensão. Assim sendo, o ciclo de Natal inicia com o Advento, atinge seu ápice nas Festas de Natal e Epifania (manifestação) e se encerra com os domingos pós-epifania. O ciclo de Páscoa inicia com a Quarta-Feira de Cinzas, centraliza-se nas festas da Páscoa, Ascenção e Pentecostes, e termina com os domingos pós-pentecostes.
            Qual é o significado do Ano da Igreja para nós em nossos dias? As séries de leituras e festas não são partes separadas. São como círculos de uma espiral. São ciclos de vida anuais, vividos em Cristo, com ele e sua igreja. O Ano da Igreja nos ajuda a relembrar e a viver, ano após ano, todo o plano da salvação providenciado por Deus e que nos leva para o céu.
            As cores dos paramentos querem nos simbolizar o período do Ano da Igreja que estamos vivendo. Abaixo seguem as principais cores e seus significados:
Branco: cor que simboliza Deus, a eternidade, as vestes do Cristo glorificado. Perfeição e pureza. Por lembrar alegria e luz o branco é usado nas festas relacionadas a Jesus (Natal, Epifania, Páscoa) e seus domingos subseqüentes.
Azul: símbolo do céu e da esperança cristã. Por isso é a cor do Advento, momento em que a igreja lembra a primeira e a segunda vinda de Jesus.
Vermelho: cor do fogo, do sangue. Cor do amor e da verdade vitoriosa do ensino cristão, baseado no sangue a na justiça de Cristo. Simboliza o fogo do Espírito Santo. É a cor dos dias festivos da igreja: Pentecostes, Dia da Reforma, Aniversário de fundação da congregação, instalação de pastor, ordenação, confirmação.
Verde: cor da vida permanente, nutrimento, descanso. Cor que predomina na natureza, cor da criação. Simboliza o crescimento e expansão da igreja. É usado na época após a Epifania e os domingos após o Pentecostes. Tempo em que a ênfase é a vida da igreja.
Roxo: cor de arrependimento, de colocar-se diante de Deus reconhecendo o seu pecado. É usado na Quaresma, período em que a igreja medita no sofrimento e morte de Jesus em favor de todos nós.
Preto: ausência de cor. Simboliza humilhação, luto. É usado na Sexta-Feira Santa, dia da morte de Jesus.  

As flores
            As flores servem para embelezar e tornar gloriosa a Casa de Deus, onde Ele está presente quando seu povo se reúne em seu nome. Colocam-se flores na igreja para prestar culto e adoração a Deus. São uma expressão da sua beleza e bondade.
            Para que as flores desempenhem corretamente o seu papel no culto é interessante que quem as organiza pense em todo o conjunto. O centro de visão do culto é o altar. Os olhos devem conduzir a ele. Por isso, as flores e a decoração com que se enfeita o conjunto do altar devem estar dispostas de modo a atingir o clímax no todo (não apenas nas flores).

            O altar, por excelência, quer simbolizar a presença de Deus. É um monumento dedicado a Deus. A mesa simboliza o túmulo vazio. A toalha branca que está sobre a mesa nos lembra o manto com o qual o corpo de Jesus foi envolto por ocasião do sepultamento. O túmulo está vazio, o manto cobre apenas o túmulo, não mais o corpo, porque Cristo ressuscitou. Agora, por ordem do próprio Jesus, sobre esta mesa celebramos a Ceia na qual ele mesmo prometeu estar presente com seu corpo e sangue.

            Sobre a mesa do altar, a rigor, deveriam estar apenas os utensílios da Santa Ceia, as velas, a Bíblia, as ofertas (alguns defendem que nem mesmo as ofertas deveriam estar ali, mas num móvel a parte, junto do altar, ou no gazofiláceo – caixa destinada a ofertas). As flores também deveriam ser postas em algum móvel ou suporte ao lado do altar. Não deveria estar mais alto do que a mesa do altar. Isto porque além de ornamentar e embelezar o ambiente de culto, especialmente o monumento do altar erigido ao próprio Deus, as flores também querem simbolizar outra coisa: a criação diante do Criador. As flores querem lembrar-nos de que somos como a erva do campo, que hoje está aqui e amanhã é cortada e desaparece (Lc 12.28). Somos tão frágeis diante da presença de Deus (simbolizado na mesa do altar). Por isso, quando olhamos para as flores no culto podemos lembrar das palavras de Deus através do profeta Isaías: “A erva seca, e as flores caem quando o sopro do SENHOR passa por elas. De fato, o povo é como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre” (Is 40.7-8).
            No próximo estudo queremos continuar explicando alguns detalhes como o uso e significado das velas, a cruz e o crucifixo, as formas da distribuição da Santa Ceia e algumas idéias práticas para uma boa recepção das pessoas no culto do nosso Deus.
            Fica o convite para que mais pessoas se envolvam na organização e preparo do culto, bem como na recepção, para que, cada vez mais, honremos o nome de nosso Senhor e recebamos e acolhamos bem as pessoas que se unem para receber dEle perdão, vida e salvação.

Referências: LANG, P. H. D. Manual da Comissão de Altar. Tradução de Elmer Flor. Porto Alegre: Concórdia, 1987.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

COMISSÃO DE CULTO E ALTAR – ESTUDO 1

(a ideia surgiu no departamento de Servas, mas não é exclusividade do departamento, muito menos das mulheres. Qualquer um que se interessa em servir na igreja está convidado a dar uma atenção a este estudo sobre a implementação de uma comissão de culto e altar. Boa leitura! Estamos à disposição para dúvidas).
Introdução
            Uma comissão de culto e altar pode dar uma contribuição necessária e valiosa aos cultos na congregação. Pode conservar limpos o altar e seu mobiliário, paramentar o altar de acordo com as cores do calendário litúrgico, arrumar as velas, cuidar dos arranjos e flores e tomar conta dos utensílios da santa ceia. Enfim, zelar pela boa ordem e decência do culto ao Senhor. Para tanto, cabe um estudo dos aspectos externos do culto, de modo que se saiba o que é apropriado e desejável, de acordo com a doutrina e a tradição.

Embelezando o culto
            O serviço que uma comissão de culto e altar pode prestar é valioso como auxílio para louvar a beleza e a grandeza de Deus e despertar a resposta do seu povo em todas as formas de beleza, cuidado e reverência. A beleza, na igreja, não é indiferente. Deus deu instruções especiais para embelezamento do tabernáculo e do templo, nos cultos do AT (Êx 25-27; Nm 4; 1Rs 5-7; 2Cr 3-4). Uma preocupação semelhante àquela evidencia-se no princípio básico do culto do NT: “Tudo seja feito com ordem e decência”. (1Co 14.40).
            Por que desejamos tornar a casa de Deus e o nosso culto a Ele tão reverente quanto possível? Tal desejo vem de Deus e dirige-se a Ele. Ele está presente em nossas congregações. Através de sua Palavra e Sacramentos, Cristo vem a nós quando estamos reunidos em Seu nome. Ele nos fala e nós falamos com Ele. Ele nos dá algo, e nós retribuímos. Quando as mulheres enfeitam suas casas da melhor maneira possível para agradar seus familiares e visitas, amando a Deus, queremos fazer da Sua casa um lugar ainda mais belo do que nossas casas particulares.

Preparando um Cenário para o Evangelho
            Embelezando o templo e o culto da congregação e recebendo bem as pessoas estamos providenciando um cenário no qual o Evangelho se apresenta de maneira mais atraente às pessoas e as coloca num contexto mental mais receptivo para o culto. Compreendemos o quanto a beleza nos atrai em outras áreas da vida. Um jantar que é servido com talheres finos, velas e flores, numa mesa posta com bom gosto, é mais atraente (e quem sabe até mais saboroso) do que se fosse servido em potes, sobre uma mesa sem toalha. A rigor, a Palavra de Deus e os Sacramentos não dependem de enfeites humanos para a sua eficácia. Eles são, por si mesmos, “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. (Rm 1.16). No entanto, é apropriado que os apresentemos numa “embalagem” que seja o mais atraente possível.

Um serviço espiritual
            Uma comissão de culto e altar possui o aspecto prático de aprender sobre as cores litúrgicas, uso de velas, símbolos cristãos, como receber os visitantes e fazê-los se sentirem bem. Também o preparo e a limpeza dos utensílios da Santa Ceia são coisas bem práticas do trabalho de uma comissão deste tipo. Mas estes atos são apenas meios para um fim. Eles ajudam o cristão na sua adoração. O culto permanece a coisa mais importante. Sendo assim, o trabalho da comissão também é espiritual. Alguém disse certa vez que a comissão de culto e altar deve minimizar a obra de Satanás na casa de Deus. Sabe-se que o diabo gosta de entrar nos lugares santos e fazer mal uso das coisas sagradas. Ele gosta de distrair os cristãos, especialmente quando estão adorando na igreja. O trabalho da comissão de culto e altar é “atrapalhar” os truques do diabo e ajudar a igreja a prestar culto.

Exterioridades não essenciais
            Deus não tem fornecido aos cristãos do NT leis específicas que governam as formas exteriores de culto. O cristianismo não é essencialmente uma questão de exterioridades, mas de fé e vida. Falando de forma específica, não se pode dizer que uma igreja é cristã porque tem ou não tem um culto bonito. Onde a Palavra de Deus é ensinada clara e puramente e os Sacramentos administrados corretamente, aí está a igreja cristã. Também não é necessária a uniformidade em coisas externas para a unidade da igreja. Por isso, ninguém deveria criticar ou condenar a outros que possuem maior ou menor número de ritos e cerimônias.

Exterioridades são importantes
            Mesmo sabendo disto, os aspectos externos estão associados ao culto. Por isso eles também são importantes. Doutrina, fé e vida se expressam em atos exteriores. Igrejas formulam princípios e programas de ação também em assuntos que não são nem ordenados nem proibidos por Deus. Estes princípios não se baseiam em alguma lei, mas na boa doutrina e tradição cristãs, e em devotado bom senso.

Primeiro Princípio
            Formas tradicionais de culto devem ser conservadas enquanto são úteis e estão em harmonia com a Palavra de Deus. Aquelas formas que se tornam viciadas ou que se perderam podem ser restauradas e purificadas, pelo ensino correto do seu significado. Assim poderão vir a ocupar novamente seu propósito original e sagrado.

Segundo Princípio
            Tudo o que se usa no culto deve exaltar a Deus e favorecer as condições para que a Sua graça atinja o ser humano. Tudo no culto deve servir para auxiliar a comunicação do Evangelho, de modo que as pessoas sintam-se atraídas por ele, e por graça de Deus, sejam santificadas e edificadas por meio dele.

Terceiro Princípio
            Visto que Deus nos ordenou que nos reunamos em torno de Sua Palavra e Sacramentos, mas não detalhou leis com respeito às exterioridades do culto, não somos legalistas acerca de cerimônias que venham a realçar o culto em nossas congregações. Todas as coisas que não são nem ordenadas e nem proibidas por Deus, se remetem humildemente ao domínio da liberdade cristã e são tratadas de modo evangélico, nunca legalista.

Um grupo de serviço
            Uma comissão de culto e altar, assim como o coral ou as áreas de ação, é um grupo de serviço dentro da congregação. Não é um clube social. Por isso mensalidades, festinhas, jantas, bazares e quaisquer outras formas de arrecadar fundos para suas despesas não cabem em seu programa. Não é a comissão de altar, mas a congregação, a responsável por prover os recursos financeiros para manter limpa a igreja e providenciar toalhas, paramentos, mobiliário e tudo mais que for preciso. A comissão de altar não deve preocupar-se com dinheiro. Seu propósito é servir pelo trabalho.

Um convite...
            Diante destes princípios gerais sobre o trabalho da comissão de culto e altar, fica o convite para que você participe de um segundo encontro, tratando de mais assuntos específicos do culto e da simbologia da fé. O desafio é criar uma comissão permanente de pessoas que se disponham a pensar e a trabalhar sobre os aspectos práticos do culto na congregação, tais como a ornamentação do altar, o uso dos utensílios da Santa Ceia, a recepção das pessoas no culto, entre outros.
Referências: LANG, P. H. D. Manual da Comissão de Altar. Tradução de Elmer Flor.
Porto Alegre: Concórdia, 1987. p.11-14.